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quinta-feira, abril 25, 2024
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Cromatografia: técnica eficiente para o controle de qualidade

A técnica da cromatografia é utilizada para o controle de qualidade de ativos e formas farmacêuticas. É uma ferramenta das mais importantes, pois apresenta elevada exatidão nos resultados, permitindo a identificação e/ou a quantificação dos compostos presentes com confiabilidade.

A cromatografia atua em várias áreas de atribuição do controle, como na determinação da porcentagem do princípio ativo, na quantificação das impurezas de um produto, na determinação da composição ou formulação de um produto, e também no estudo de estabilidade e degradação de um produto.

Entre as técnicas mais usadas estão a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) e a Cromatografia em Fase Gasosa (GC). A CLAE é uma técnica físico-química de separação de compostos em que a amostra é introduzida no equipamento através de um injetor. Os compostos dessa amostra são arrastados por uma fase móvel (solventes como metanol, acetonitrila, água e outros) e passam por uma fase chamada estacionária (colunas cromatográficas conhecidas como C18, C8 e outras). O objetivo é que os compostos de interesse sejam separados na coluna cromatográfica e cheguem a um detector que mede o sinal fornecido por cada composto. Este sinal é registrado em um gráfico (chamado cromatograma), em que as informações registradas podem  revelar qual é o composto e a sua quantidade.

Os componentes de um cromatógrafo líquido são:  bomba, injetor, forno, coluna e todo o processo é realizado à alta pressão (1000- 18000 psi).

A Cromatografia em Fase Gasosa (CG) é uma técnica físico-química  de separação de compostos. O processo é semelhante à CLAE, porém, a fase móvel que arrasta os compostos da amostra é um gás (H2, He, N2 e outros). Os compostos também passam por uma coluna cromatográfica (empacotada ou capilar) e o objetivo é que haja a separação desses compostos para que o detector possa reconhecer o sinal de cada composto. Nesse processo também é produzido um cromatograma, e as informações revelam o composto e sua quantidade. O equipamento CG é composto de um compartimento de injetor, forno para coluna e detector.

A CLAE tem sido usada para determinação da porcentagem do produto ativo, na quantificação das impurezas de um produto, na determinação da composição ou formulação de um produto, e também no estudo de estabilidade e degradação de um produto. Em alguns casos, tem sido usada também para purificação de princípio ativo, área conhecida como cromatografia líquida preparativa. Outro campo de aplicação é quando usada como ferramenta analítica para descoberta de novos medicamentos ou estudos de bioequivalência.

A CG em indústrias farmacêuticas tem sido usada fundamentalmente para monitoramento de matérias-primas, avaliando o teor de impurezas orgânicas tóxicas e garantindo que os produtos finais estejam livres desses compostos.

A grande vantagem das técnicas cromatográficas está na capacidade de realizar separações e análises quantitativas de um grande número de compostos presentes em vários tipos de amostra, em uma escala de tempo relativamente pequena, com alta resolução, eficiência e sensibilidade.

Tecnologia
A cromatografia líquida tem sido beneficiada nos últimos anos por diversas inovações. O principal aprimoramento refere-se ao desenvolvimento de novas partículas de fases estacionárias, capazes de gerar colunas mais seletivas, eficientes e estáveis química e mecanicamente. O emprego de partículas menores que 2 µm nas separações cromatográficas resultaria em maior eficiência e possibilita a redução dos tempos de análise, todavia, há como consequência um aumento significativo na pressão do sistema. Estas novas colunas não seriam compatíveis com os sistemas cromatográficos convencionais e seu uso só se tornou possível recentemente, com o desenvolvimento da cromatografia líquida de ultra eficiência (CLUE) ou a U-HPLC (Ultra High Performance Liquid Chromatography).

Destacam-se ainda as Cromatografias Capilar e Nano, que utilizam fluxos de 0,1 a 10 ul/min, consomem muito pouco solvente e utilizam pouca quantidade de amostra. Existem ainda as  técnicas multidimensionais LC-LC e comprehensive LC x LC que permitem difíceis separações de compostos.  Como extensão da Cromatografia Líquida, a técnica de espectrometria de massas acoplada à Cromatografia Líquida (LC-MS) tem sido cada vez mais usada para estudos de bioequivalência, controle de qualidade e determinação de concentrações jamais imaginadas de partes por quatrilhão.

Redação: Portal Boas Práticas

Foto: Michael J. Ermarth – Food and Drug Administration

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