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segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Laboratório nacional domina 67% das vendas

Os laboratórios nacionais têm abocanhado fatia crescente nas vendas de medicamentos no varejo farmacêutico e hoje já fornecem mais de dois terços do volume comercializado no país. Em receita, a participação das farmacêuticas brasileiras também é superior à das multinacionais, mas menor do que a presença em unidades: 58%, ante 67%.

É o que mostra uma extensa análise produzida pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), com base em dados da consultoria IMS Health relativos ao desempenho do varejo farmacêutico de janeiro a setembro deste ano. Nesse intervalo, as vendas de medicamentos nas farmácias brasileiras cresceram 12,4%, para R$ 37 bilhões. Em número de doses, a alta foi de 4,9%, a 109 bilhões.

Na avaliação do presidente-executivo Alanac, Henrique Tada, o avanço demonstra que os remédios das empresas brasileiras conseguem, de fato, chegar a um custo mais baixo ao consumidor, seja em mercados mais competitivos, como o de genéricos, seja em classes com maior valor agregado. “Há alguns poucos produtos que ainda não são produzidos no país e têm preço mais elevado, sem a concorrência local. Mas, na maior parte dos segmentos, a indústria brasileira já está presente”, afirma o executivo.

Além disso, o setor tem assistido ao fechamento de fábricas e redução da produção de multinacionais no país, ao mesmo tempo em que marcas brasileiras investem em capacidade e vão entrando em nichos considerados extremamente sofisticados, como o de medicamentos biológicos e biossimilares. “Os últimos eventos de inauguração foram de empresas nacionais e, além de demonstrar a tecnologia alcançada, há redução de custo”, analisa Tada.

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