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quinta-feira, maio 23, 2024
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Métodos de limpeza, sanitização e esterilização de instalações sanitárias

Sempre que estamos frente a um projeto destinado a instalações sanitárias não devemos pensar apenas em atingir as metas de capacidade de produção, mas também as metas de qualidade obtidas por uma operação e limpeza adequada dos sistemas após cada etapa ou batelada de produção.

Existem Normas, Regulamentos e Portarias que determinam qual é o nível mínimo aceitável de limpeza para as instalações antes de começar uma produção. As instalações sanitárias que requerem este tipo de tratamento são principalmente as existentes nas indústrias alimentícias, cosméticas, veterinárias, farmacêuticas e de biotecnologia.

É aqui onde nasce a necessidade da inclusão dos diferentes sistemas de limpeza para cada aplicação específica.

Podemos dizer que dependendo das exigências do produto manufaturado, os sistemas de limpeza serão mais ou menos estritos quanto a sua concepção, capacidade de limpeza e efeito final nas instalações lavadas, sanitizadas ou esterilizadas.

Conforme estas exigências, podemos separar os sistemas de lavagem, sanitização e esterilização como segue:

– Sistema de lavagem ” Washing in Place” – WIP

– Sistema de lavagem por arraste – PIG

– Sistema lavagem “Cleaning in Place” – CIP

– Sistema de sanitização e/ou esterilização “Steam in Place” – SIP

Cada um destes sistemas atinge um padrão de sanitariedade diferente sendo necessário estabelecer qual é o mais indicado para cada instalação.

Dependendo da complexidade das instalações, estes sistemas poderão ou deverão ser incluídos nos projetos isoladamente ou combinados de acordo com as exigências do produto final. Neste artigo, vamos falar sobre o sistema WIP. No decorrer dos próximos dias, publicaremos textos sobre os sistemas PIG, CIP e SIP.

Sistema de lavagem Washing in Place (WIP)

O conceito de WIP (Washing in Place) está geralmente atrelado a sistemas e equipamentos que não foram projetados para serem completamente limpos através da utilização de um sistema de CIP (Clean in Place) ou que não tem exigências muito estritas de resultados finais.

A grande diferença entre estes dois sistemas é que o sistema CIP exige que nenhum elemento precise ser desmontado ou retirado para a limpeza e que no final deste processo aquilo que foi lavado está pronto para uso ou para SIP.

A qualidade da limpeza WIP não assegura a remoção total de sujeiras, resíduos, detergentes ou quaisquer contaminantes de todas as superfícies do sistema que estarão em contato com o produto durante a etapa de fabricação.

A limpeza final para atingir a qualidade necessária para fabricação sem contaminação deve ser complementada pelo operador por processos geralmente manuais.

Os exemplos mais freqüentes da utilização da lavagem WIP está nos equipamentos antigos, os quais, na época da sua fabricação, foram projetados seguindo fielmente as Normas Vigentes na data, e que não exigiam lavagens automáticas e permitiam desmontagens e/ou retirada de partes para serem lavadas externamente.

Hoje, para atingir as exigências de Controle de Qualidade, esses equipamentos devem ser lavados por um sistema misto, aproveitando ao máximo as possibilidades de automatizar parte dos ciclos de lavagem e finalizando o processo de limpeza manualmente.

Em linhas gerais os ciclos de limpeza WIP são os mesmos que os de CIP, acrescentando a etapa manual.

Rodolfo Oscar Cosentino

Consultor de Engenharia Farmacêutica – Giltec

rodolfo.cosentino@terra.com.br

Foto: Maivisa

 

 

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