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terça-feira, junho 18, 2024
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Prati-Donaduzzi prevê crescimento neste ano

Com produção equivalente a cerca de um terço do mercado brasileiro de medicamentos genéricos, o laboratório Prati-Donaduzzi prevê alcançar em 2016 a marca de R$ 1 bilhão em faturamento líquido, frente a R$ 770 milhões no ano passado. A consolidação da empresa no varejo farmacêutico – hoje mais relevante do que as vendas ao governo – e o início de operação da nova fábrica dão suporte à meta arrojada, disse o presidente, Eder Maffissoni.

Fusões e aquisições não estão no radar da empresa, apesar dos inúmeros rumores de que há ativos à venda no mercado de genéricos. No passado, a Prati chegou a ser procurada por outros laboratórios, mas não levou adiante nenhuma conversa e, atualmente, mantém aposta em crescimento orgânico.Sediada em Toledo, no interior do Paraná, a Prati-Donaduzzi opera um parque industrial de 65 mil metros quadrados de área construída. Ali, foram investidos R$ 150 milhões em uma nova unidade de produção, que entrou em operação em abril e ampliou a capacidade produtiva de medicamentos sólidos em 50%. Com isso, a produção que era de 11 bilhões de doses terapêuticas por ano chegará a mais de 18 bilhões de doses, para um mercado de 32 bilhões de doses anuais.
Ao mesmo tempo em que investia em capacidade produtiva, um gargalo que vinha impedindo a aceleração do crescimento dos negócios, a farmacêutica profissionalizou a gestão, em processo que teve início com a contratação de Maffissoni inicialmente como vice-presidente. Fundador da empresa, o farmacêutico Luiz Donaduzzi deixou a presidência da empresa e do conselho de administração. Hoje, está à frente do colegiado apenas. Um dos focos nessa fase de transição foi equilibrar as receitas entre varejo e mercado público. Neste ano, 46% das receitas devem ser geradas em negócios com o governo, e 54% em vendas em farmácias e drogarias. “Essa tendência deve se manter, com crescimento forte em varejo”, diz o executivo. Hoje, o laboratório tem 40 mil clientes ativos e atende 100% das farmácias brasileiras, embora esteja presente há apenas dois anos nas grandes redes. E a meta é ampliar participação nessas redes.
Fonte: Valor Econômico

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