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quinta-feira, abril 25, 2024
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Como uma indústria brasileira se preparou e agora ganha espaço no mercado externo

Com sede em Ribeirão Preto (SP) a Olidef, especializada em equipamentos médico e hospitalares, construiu uma trajetória de sucesso e hoje exporta para mais de 50 países e fatura US$ 2 milhões com exportação.

Com cerca de 60 funcionários, a Olidef é uma indústria brasileira de médio porte que desenvolve e produz equipamentos médico-hospitalares. Em 2016, sua receita com exportações deve chegar próximo a US$ 2 milhões. Um crescimento impressionante se comparado com os US$ 15 mil exportados em 2001. Com meio século de existência, a Olidef se mostra vigorosa, mesmo competindo em um mercado dominado por grandes corporações multinacionais.

“O Brasil, por ser um grande mercado consumidor, sempre foi considerado o principal target das empresas nacionais mas isto mudou fortemente nos últimos 20 anos”, lembra André Ali Mere, presidente da Olidef. Diante da inevitável globalização da economia, uma das estratégias da empresa para se manter competitiva foi justamente sair da zona de conforto e disputar o mercado externo. Hoje os produtos da empresa estão presentes em mais de 50 países.

“As empresas brasileiras se prepararam para buscar novos clientes no mercado externo. Hoje temos competidores que encontramos em todos os continentes e isto faz com que sejamos cada vez mais preparados”, avalia o empresário. Entre as medidas que a empresa adotou nestes 15 anos estão, por exemplo, a participação em feiras internacionais, o investimento em qualidade e em certificações e a análise de mercados, principalmente com relação a produtos e preços praticados.

Seguem abaixo cinco experiências da Olidef com exportação:

Feiras internacionais

Para uma empresa de médio porte, participar de feiras de negócios representa um alto investimento. A Olidef completa em 2016 sua 15ª participação consecutiva na feira Medica, principal evento do mundo na área, que acontece anualmente em Dusseldorf, da Alemanha. O caminho que a empresa encontrou para isso foi participar de consórcios de exportação e buscar oportunidades como o Brazilian Health Devices, um projeto da ABIMO, associação que representa o setor, em parceria com a Apex, agencia do governo federal para exportações.

Inovação

Cada mercado consumidor possui demandas específicas com relação aos produtos e suas aplicações. Esta diversidade também envolve características tecnológicas locais. Esses conhecimento fez com que a Olidef, conforme consolidava sua participação externa, também passasse a conhecer melhor o comportamento dos mercados, desenvolvendo e introduzindo inovações e novas tecnologias. Fazem parte dessas inovações a Incubadora para Transporte RWT Plus, o primeiro bilirrubinômetro com tecnologia 100% brasileira e a Fototerapia Led Photo.
Qualidade

Um dos pontos cruciais para a indústria atingir novos mercados é conhecer quais as certificações necessárias. Muitos países ou zonas econômicas possuem exigências específicas de certificação que muitas vezes demandam investimento de tempo e capital. A Olidef foi atrás dessas certificações como, por exemplo, a Marcação CE, da União Europeia. Porém, antes de olhar para os papeis, a indústria reforçou seu foco nos clientes e usuários. Além de uma estratégia comercial, o cuidado com produtos e processos é ainda mais importante quando se cuida essencialmente de vidas.

Benchmarking

Estar em mercados globais é uma oportunidade única para buscar as melhores e mais atuais práticas do segmento. O contato com distribuidores, clientes e usuários é muito rico para o desenvolvimento de novos produtos. “Mesmo tendo por política desenvolver fornecedores locais, quando necessário, também buscamos por soluções no exterior”, afirma o empresário.

Câmbio

Conhecer os preços praticados em um determinado mercado é fundamental. E um dos fatores que o exportador precisa considerar diante disso é certamente a questão cambial. “O câmbio é uma variável que as empresas não controlam e certamente é um item extremamente crítico. Na maioria das vezes, ele determina se você vai estar dentro ou fora do mercado”, conclui Ali Mere.

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