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quinta-feira, maio 23, 2024
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Em entrevista ao Portal, Joy Harms destaca sistema de automação laboratorial

O sistema de gerenciamento de informação laboratorial gerencia as informações do ciclo de vida das amostras e das análises no processo laboratorial, possibilitando o aumento da produtividade e a redução de custos operacionais. Por suas inúmeras vantagens, as soluções de automação tem sido cada vez mais utilizadas.

Harms trabalha há 17 anos na área de instrumentação científica e automação laboratorial
Harms trabalha há 17 anos na área de instrumentação científica e automação laboratorial

É sobre esse assunto que a equipe de reportagem do Portal Boas Práticas conversou com Joy Harms, diretor da Katálysis Instrumentação Científica. Harms trabalha há 17 anos na área de instrumentação científica e automação laboratorial. Desde 2004 com a Katálysis, começou a liderar projetos de sistemas laboratoriais – LIMS no ano de 2006; assim como validação desses sistemas para indústria farmacêutica. Conta com diversos clientes e projetos nas áreas de serviços, setor químico, farmacêutico, entre outros.

Confira.

O processo de definição e seleção de projetos de sistema de automação laboratorial segue quais etapas? Descreva.
Normalmente, a seleção de projetos e sistemas pelas empresas é feita em conjunta pelo pessoal de TI (Tecnologia de Informação) e o pessoal de laboratório; dependendo da maturidade da corporação. Além disso, as empresas farmacêuticas – em especial – se preocupam com a qualificação do sistema e de seus requisitos – tanto as empresas que precisam estar em conformidade com exigências estrangeiras (US FDA, ICH), como exigências do Brasil, tendo em vista a RDC 17/2010. Logo, as etapas dependem das características dos clientes. Em termos de projetos, os fornecedores podem recorrer a metodologias conhecidas, como PMI; ou a sua própria experiência, dependendo da organização desses fornecedores. Entretanto, todos eles obedecem alguns passos essenciais:
a) Levantamento dos processos e avaliação do tempo de implantação;
b) Parametrização (Onde os dados específicos de cada cliente são entrados);
c) versões “beta” (Rascunhos da versões finais a serem aceitas pelo cliente);
d) GoLive! e Treinamento.

Descreva algum case recente de implantação de sistemas de automação laboratorial, ressaltando a situação antes da implantação, as necessidades do cliente, as características e aplicações das soluções implantadas e os benefícios comprovadamente obtidas.
Muitos clientes procuram soluções para a automação dos seus laboratórios. É muito comum muitos deles procurarem “rótulos” (exemplos: LIMS, LIS), entretanto, muitos deles tem ideias superficiais de como um projeto em harmonia com a necessidade específica do cliente é muito mais benéfica do que um sistema que prometa um monte de facilidades, mas que não são aplicáveis. Recentemente, um cliente que já continha um sistema LIMS (não fornecido pela nossa empresa) nos procurou para a complementação da automação das rotinas do laboratório. A partir da compreensão de todos os processos, vimos que a integração de equipamentos já era suficiente para a obtenção de grandes ganhos pela empresa. Após o quarto ano de implantação do sistema LIMS e da integração de equipamentos, percebemos que o projeto de integração é algo muito utilizado e que tem um ganho expressivo. Em contrapartida, o projeto LIMS não teve um ganho esperado e não está sendo usado na sua totalidade; tendo em vista que o cliente em questão não necessitava de muitos das facilidades (“features”) propostos pelo sistema. Ou seja: notamos que um projeto é adequado a partir do momento que tem ganhos que podem ser medidos, compreendidos e não em áreas ou características que não são trabalhadas pelo laboratório mas que às vezes são contempladas em sistemas comercializados para os laboratórios.

Qual a importância da validação de sistemas e seus benefícios?
A qualificação de um sistema LIMS é, antes de tudo, vital para empresas que são reguladas pela ISO 17.025, Anvisa (RDC 17/2010), US FDA, ICH entre outros. Além disso, a qualificação de um sistema é uma ferramenta que atesta a sua eficácia e garante a qualidade do projeto implantado numa determinada empresa.

Quais os avanços recentes e novidades nesta área?
Na área de validação? Publicação da RDC 17/2010. Na área de sistemas para laboratórios? Recentemente, novas ferramentas estão sendo desenvolvidas em diversas plataformas: O próprio sistema LIMS, hoje em dia, podemos encontrá-los como sistemas com APIs e ferramentas para implantação muito mais sofisticadas; além de serem sistemas que cada vez mais estão em conformidade com SOX e novas plataformas. Além dos sistemas LIMS, temos: CDS (Chromatography Data System: Não se trata de uma novidade. Entretanto, os fornecedores desses sistemas estão viabilizando ferramentas cada vez mais poderosas para a automação dessas rotinas assim como no armazenamento de dados e integração com outros sistemas), SDMS (Scientific Data Management System), ELN (Electronic Notebook), entre outras.

Quais as principais dúvidas dos usuários sobre o assunto e qual a solução para essas dúvidas?
Muitos clientes (ou prováveis clientes) têm dúvidas com relação aos reais benefícios na aquisição de um sistema e, modernamente, o que um sistema LIMS, ELN (Electronic Notebook), CDS (Chromatography Data System), SDMS (Scientific Data Management System) é capaz de fazer; como escolher entre os sistemas, assim como o fornecedor e o projeto que melhor se adequa.

Redação – Portal Boas Práticas

One thought on “Em entrevista ao Portal, Joy Harms destaca sistema de automação laboratorial

  • Luis Gustavo Berenguel

    Grande colaboração! Harms pode sintetizar muitas dúvidas e anseios (pelo menos que eu tinha) sobre o tema. É fato que toda automação, quando devidamente dimensionada (e o texto cita isso claramente) traz benefícios. Agora, do ponto de vista do usuário e/ou daquele que terá que demonstrar a viabilidade econômica do projeto para sua aprovação, gostaria de apresentar 2 colocações: quão fácil é mensurar isso? quais indíces, em geral, tem sido obtidos?

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