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domingo, junho 16, 2024
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Indústria veterinária segue o caminho das farmacêuticas

As indústrias fabricantes de produtos veterinários de natureza farmacêutica  investem cada vez mais em equipamentos modernos e na capacitação de profissionais, se alinhando às exigências do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O treinamento de funcionários nas BPF, através de cursos in company ou externos, e implantação de uma política de auditorias internas são algumas das estratégias.

Em princípio, as indústrias focaram as ações principalmente nas instalações, visto que estas são a base para a implantação de um sistema de qualidade focado nas BPF. Se as áreas produtivas não são projetadas, construídas, adaptadas e mantidas de forma a se adaptarem às operações que serão realizadas dentro de cada uma delas, não há como minimizar o risco de erros, de contaminação cruzada, de acúmulo de poeira ou sujeira ou qualquer outro efeito sobre a qualidade dos produtos fabricados.

Uma vez que as instalações cumpram com as exigências regulatórias, o sistema da qualidade pode começar a ser implantado. Atualmente as ações estão focadas na área de validação. O próprio MAPA tem exigido com bastante critério documentos de validação como planos, protocolos e relatórios.

Houve uma significativa evolução do setor nos últimos cinco anos, seja por conscientização, seja por obrigatoriedade. O MAPA, como órgão regulador e fiscalizador, tem cumprido seu papel nas auditorias orientadoras e quando da avaliação de novos produtos e produtos comerciais em fase de renovação. Também as associações de classe como o Sindan e a Alanac têm buscado dar a seus associados todas as condições para que possam se adequar o mais rápido possível.

Seriam necessárias pequenas correções de rota, como por exemplo, uma maior interação entre indústrias, entidades de classe e o MAPA de modo que haja uma uniformização no processo de fiscalização com todos os participantes falando a mesma linguagem facilitando no cumprimento das exigências.

A legislação que suporta estas adequações é o decreto 5053 de abril de 2004, a Instrução Normativa 13, de outubro de 2003, complementada pelo ato 10 que criou o roteiro de inspeção para a indústria veterinária. Outras IN que complementam as BPF foram publicadas, como por exemplo, a IN 15, de maio/05, que instituiu o regulamento técnico para a elaboração dos estudos de estabilidade, e a IN, 26 de setembro/05, que instituiu o regulamento técnico para a elaboração de partidas piloto.

Tecnologia
As indústrias veterinárias investem pesado na aquisição de equipamentos modernos. Do mesmo modo que ocorreu com a indústria farmacêutica no ano de 1995 com a implantação do PNIFF (Programa Nacional de Inspeção da Indústria Farmacêutica e Farmoquímica), período em que a maioria dos equipamentos não dispunham sequer de desenhos e especificações quando foram confeccionados, esse processo também ocorre na veterinária. No entanto, a indústria veterinária estaria se adequando de uma maneira mais rápida na busca da informação sobre estes equipamentos e quando da confecção de novos, já produzidos dentro do que recomendam as BPF.

Há empresas que ainda possuem equipamentos antigos e obsoletos, que dificilmente cumprem com os requerimentos para qualificação. Com as inspeções cada vez mais rigorosas do MAPA, no entanto, muitas empresas estão buscando se adequar e investindo em áreas novas.

Redação – Portal Boas Práticas

 

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