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terça-feira, junho 18, 2024
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Lanxess expande sua gama de membranas para osmose reversa

A empresa de especialidades químicas LANXESS está expandindo a sua gama de membranas para osmose reversa (OR). A nova linha Lewabrane OR ULP tem três novos produtos disponíveis para tratamento de água. Eles apresentam uma maior permeabilidade à água do que os elementos padrão, ao mesmo tempo em que garantem alto nível de rejeição das substâncias críticas. A pressão de operação necessária no vaso de pressão é 40% menor, o que reduz os custos operacionais. Além disso, as novas membranas são uma boa opção para remoção de oligoelementos de águas residuais e água potável.

“Os novos produtos ULP são recomendados para aplicações em que os principais parâmetros sejam uma alta taxa de fluxo, rejeição de sal moderado e baixo consumo de energia. Os campos de aplicação, portanto, são a filtragem econômica de água potável e tratamento de águas residuais de alta tecnologia”, explica Alexander Scheffler, diretor de membranas da unidade de negócios Liquid Purification Technologies (LPT) da LANXESS. “Nossos clientes estão tão impressionados com o desempenho das novas membranas que já recebemos inúmeros pré-pedidos”, acrescenta o executivo.

Eliminando os oligoelementos de forma econômica em baixas pressões de operação

Substâncias orgânicas sintéticas, conhecidas como oligoelementos, podem ser encontradas na água em concentrações que variam de poucos nanogramas até o máximo de poucos microgramas por litro. Originados por meio de drogas, produtos químicos domésticos, produtos químicos industriais, produtos cosméticos e agentes de proteção de culturas, por exemplo, esses elementos são introduzidos no sistema de água por meio das águas residuais domésticas e industriais.

A característica “ULP” ou “Ultra Low Pressure”, se dá pela capacidade dessas membranas em removerem esses componentes orgânicos quase que completamente, mesmo com baixas pressões de operação. “Os sistemas de água potável processam gigantescos volumes de água superficial, muitas vezes diariamente. Portanto, para minimizar os custos de investimento, é desejável ter uma membrana com alta permeabilidade à água e, portanto, uma alta taxa de fluxo, como a nossa linha Lewabrane OR ULP”, explica Scheffler.

Para reduzir a formação de depósitos orgânicos – como, por exemplo, bioincrustantes – em águas residuais, a membrana ULP possui a superfície mais hidrofílica de todas as classes de produtos Lewabrane. Graças a este comportamento hidrofílico, uma película fina e protetora de água se forma na superfície da membrana, o que reduz a absorção de substâncias orgânicas.

Os espaçadores na ASD, que são inseridos nos elementos das membranas criam espaço entre suas superfícies e fazem com que a água flua mais facilmente, o que também reduz a incrustação. Possuem um design de filamentos alternados (ASD), que compreende filamentos de espessura diferentes, que provocam um fluxo uniforme consequentemente reduzindo o biouflouling. Essas características reduzem os custos operacionais porque são necessários menos produtos químicos para a limpeza e o intervalo entre as mesmas pode ser estendido.

Projeto Multi-ReUse: Lewabrane em soluções de fim de ciclo

O projeto de pesquisa sobre “Tratamento e monitoramento modular em reciclagem de águas residuais (Multi-ReUse)” foi lançado em 2016, com financiamento do Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF). Este projeto tem como objetivo desenvolver e melhorar processos para o uso econômico de águas residuais. Neste contexto, a Associação de Gestão da Água (OOWV) da Alemanha uniu forças com parceiros de pesquisa – IWW Zentrum Wasser GmbH e o Centro de Biofilmes da Universidade de Duisburg-Essen (UDE) – e com empresas de equipamentos- inge GmbH, IAB Ionenaustauscher GmbH Bitterfeld (subsidiária da Lanxess) e De.EnCon GmbH – para desenvolver processos flexíveis para a produção de volumes de água de qualidade definidos. Para alcançar seus objetivos, o consórcio está usando combinações inovadoras de processamento e novos desenvolvimentos no campo da tecnologia de membranas. Ao mesmo tempo, métodos rápidos e confiáveis estão sendo desenvolvidos para o controle de processos e para monitorar a qualidade dos parâmetros relevantes de higiene.

Os resultados estão sendo implementados na estação de tratamento de água de Nordenham, na Baixa Saxônia, em colaboração com o OOWV. Este piloto começará a operar em julho de 2017. O projeto incorpora as membranas da LANXESS, incluindo os novos produtos ULP. “Estamos estudando o comportamento de incrustação e rejeição de nossas membranas em testes práticos de longo prazo”, explica Scheffler.

 

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