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terça-feira, junho 18, 2024
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Para diretor-geral, Linkedin está se tornando plataforma de negócios

O Linkedin chegou dos Estados Unidos ao Brasil há cinco anos. Foi instalado em um pequeno escritório em São Paulo. Tinha seis milhões de usuários e amargava fama incômoda: ser um site específico para quem buscava uma colocação no mercado de trabalho. “Pessoas no topo das organizações ficavam com receio de anunciar seus perfis. Afinal, quem os encontrasse poderia pensar que estivessem à procura de um novo emprego”, afirma Milton Beck, atual diretor-geral da empresa na América Latina. No entanto, essa mentalidade mudou. Hoje, o Brasil é o terceiro maior mercado da rede, com 27 milhões de usuários e um crescimento de cem mil pessoas por semana, em média, atrás apenas dos Estados Unidos, com 133 milhões, e Índia, com 39 milhões.

No mundo todo, o Linkedin reúne 467 milhões de pessoas – uma base de dados que não deve ser desconsiderada. O Facebook divulgou recentemente 1,59 bilhão de usuários ativos por mês – os dados não incluem o uso de Instagram e WhatsApp, que também são do Facebook.

Beck explica que os usuários do Linkedin até podem sonhar com novo emprego. Mas “definitivamente” esse não é o primeiro interesse de quem navega pelo site. “Nós fizemos um trabalho importante para explicar que o Linkedin não é apenas uma ferramenta de buscas de emprego. As pessoas querem, basicamente, se expor, fazer networking, aprender, procurar por novas oportunidades, que até pode ser uma mudança de emprego, mas essa não é a prioridade. Normalmente, eles querem fazer negócios, encontrar conhecidos, saber mais sobre determinada empresa ou área específica, ler publicações e seguir pessoas de sua área profissional.”

Mas a rede agrega tudo, inclusive quem está desempregado. De acordo com Beck, os usuários “ativos” que querem um novo emprego representam 25% (pouco mais de seis milhões de pessoas). O restante está pelos outros interesses.

Para o diretor, Linkedin e Facebook são diferentes, não são concorrentes, mas, sim, complementares. “Aqui o usuário precisa se comportar como se estivesse em uma sala de reunião de trabalho. Os contatos do Linkedin não são necessariamente os mesmos de outras redes sociais, que prezam pelo entretenimento, e a gente sabe que as pessoas gostam de separar a vida pessoal da profissional.”

Ele recomenda perfis acompanhados de foto (condizente com um ambiente de trabalho), que são 21 vezes mais vistos do que um sem foto, e uma descrição detalhada das trajetórias acadêmica e profissional. Se a ideia é  disputar uma vaga internacional, será preciso criar o mesmo perfil nos dois idiomas: português e inglês. Anexar trabalhos realizados também é uma boa medida. Ainda que o usuário seja jovem demais e sem experiência, ele recomenda incluir trabalhos de conclusão de curso. “Todas as informações agregam valor.”

Fonte: Revista Brasileiros

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