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terça-feira, junho 18, 2024
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Pesquisadora brasileira participa de avanço nas descobertas científicas contra o vírus HIV

A cientista brasileira Hannah Ananda, de apenas 22 anos, participou de um dos momentos mais promissores da pesquisa em tecnologias contra o vírus HIV na atualidade. Pesquisadora do Instituto de Células-Tronco de Harvard (HSCI), nos EUA, Hannah é parte da equipe que usou uma inovadora técnica de edição genética para desenvolver uma técnica experimental que impede a ação do vírus nas células do sistema imunológico. A expectativa dos cientistas é que a técnica esteja disponível para teste em humanos em menos de cinco anos.

A pesquisa foi conduzida pelos professores Chad Cowan e Derrick Rossi, ambos da Harvard University, e investiu na defesa das chamadas Células T, um dos principais alvos do vírus da AIDS no organismo. Uma vez dentro da célula, o vírus se reproduz múltiplas vezes até matá-la, o que debilita o sistema imunológico do paciente. Ao usar uma nova tecnologia de edição genética, conhecida como CRISPR/Cas, os cientistas interromperam um receptor que permite a ligação do vírus com esta célula. Na teoria, a técnica pode dar origem a um tratamento baseado no transplante de medula óssea que aumentaria a resistência dos pacientes ao vírus. A pesquisa conta ainda com a colaboração da equipe do Dr. Jack Strominger, uma das referências da área de Bioquímica em Harvard.

Parte do time do professor Cowan e sob a orientação do cientista português Leonardo Ferreira, Hannah participou especificamente do processo de aumentar a resistência das células à ação do vírus, em uma pesquisa que buscou os genes que fortalecem o sistema imunológico e regulando a expressão dessas características. “A minha função mais importante no laboratório foi descobrir a relação entre genes de imunologia (HLA-C e HLA-G) com a resistência do vírus HIV através de técnicas de edição de genoma. Meu projeto foi desenvolvido para garantir essa resistência, fortalecendo o sistema imunológico através da regulação de genes”, explica.

Os próximos passos para a pesquisa, que já tem publicações em revistas científicas como a Cell Stem Cell, são refinar a técnica de edição genética para evitar imprecisões no processo, promover os testes em cobaias e, em seguida, obter a autorização para testes em seres humanos.

 

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