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domingo, junho 23, 2024
DestaqueEsterilização

Esterilização por vapor saturado domina maioria dos processos

O uso do método de esterilização por vapor saturado, segundo especialistas, representa mais de 90% dos processos de esterilização. Na área farmacêutica, é aplicado em produtos usados em laboratórios, como placas de petri, pipetas e materiais contaminantes. A esterilização através de vapor saturado é realizada com temperaturas entre 121° e 134ºC.

A esterilização dos materiais de laboratório, tanto para uso rotineiro, como para descarte, deve ser por vapor através de autoclave que disponha de controlador microprocessado, uma vez que o processo deve transcorrer com repetibilidade e ser devidamente registrado. A diferença entre a esterilização de materiais de uso rotineiro, como meios de cultura, vidrarias graduadas, placas de petri, pipetas, entre outros, é que os parâmetros como a temperatura, a pressão e o tempo devem ser rigorosamente controlados. Ao passo que a esterilização dos materiais de descarte exige uma precisão menor, pois suportam o excesso de temperatura. explica.

No Brasil, as normas norteadoras de boas práticas nesses processos são as da ABNT (NBR 11.816:2003 / NBR ISO 17665-1). O processo de esterilização por vapor saturado de materiais porosos bloqueia a boa penetração de vapor, especialmente uma carga de materiais de muitos intertícios. Do ponto de vista técnico haveria o risco de que estes materiais, por sua vez às vezes complexos, possam resultar em não estéreis, mesmo utilizando-se de métodos históricos de comprovação por meio de indicadores biológicos. Esta seria a desvantagem maior. A grande vantagem do processo de vapor seria que, conservando- se os principais valores tempo, temperatura e a presença do vapor (agente esterilizante) e o sistema qualificado, podemos diminuir gastos de energia, tempo e ter qualidade assegurada

Dentre as técnicas utilizadas, uma das mais recomendadas seria a de esterilização por autoclave de câmara dupla, pois permitiria uma esterilização mais homogênea, além do controlador que deve monitorar e gerenciar todas as fases do ciclo de esterilização. Este sistema deve permitir ainda que sejam registradas as informações dos ciclos, de forma automática, sem a interferência do operador, assegurando a eficácia do processo. Independentemente da técnica utilizada, a fórmula do sucesso está ligada ao uso e entendimento adequado da normatização oferecida pelos orgãos oficiais, pois todas as normas descrevem as especificações e os métodos de teste empregados nos produtos a serem processados.

Redação – Portal Boas Práticas

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