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quinta-feira, abril 25, 2024
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Imunoterapia anti PD-1 da MSD é aprovada pela ANVISA

Os pacientes com câncer de pulmão avançado podem agora se beneficiar da imunoterapia anti PD-1 da MSD, pembrolizumabe.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acabou de aprovar a imunoterapia da MSD, pembrolizumabe, para o tratamento em primeira linha dos pacientes com câncer de pulmão avançado, do tipo células não pequenas, (CPCNP), com expressão elevada do biomarcador PD-L1 no tumor (expressão ≥50%)[i].

Pembrolizumabe é a primeira e a única imunoterapia com comprovado benefício de sobrevida global e, agora, com indicação aprovada para a primeira linha de tratamento do câncer de pulmão avançado do tipo células não pequenas. Este é o tipo mais comum na população, correspondendo a 85% de todos os casos registrados de câncer de pulmão[ii] e de todos os pacientes 30% apresentam nível alto de expressão da proteína PD-L1 no tumor3. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil é de 30 mil novos diagnósticos de câncer de pulmão este ano.

A aprovação em primeira linha teve como base o estudo de fase III, fortemente positivo, KEYNOTE-024, que demonstrou benefício clínico significativo do pembrolizumabe, na dose de 200mg a cada três semanas, comparado com a quimioterapia, a qual tem sido o padrão de tratamento por décadas. Os principais resultados deste estudo mostraram que 80% dos pacientes do grupo do pembrolizumabe permaneceram vivos aos seis meses de tratamento, em comparação com 70% do grupo da quimioterapia3.

No geral, aqueles que receberam a imunoterapia anti PD-1 da MSD reduziram em 50% o risco de progressão da doença; e em 40% as chances de morte por qualquer causa quando comparados ao grupo de terapia padrão com quimioterapia. Além disso, quase metade (45%) dos pacientes que utilizaram o pembrolizumabe obteve alguma resposta ao medicamento, seja parcial ou completa, enquanto apenas 28% dos pacientes tratados com quimioterapia apresentaram estes tipos de resposta[iii]. Estes resultados representam uma mudança do padrão de cuidado inicial dos pacientes com câncer de pulmão avançado do tipo de células não pequenas.

Recentemente, durante o congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2017, foi exposta a última atualização deste estudo. Os dados apresentados indicam que 61% dos pacientes do grupo do pembrolizumabe permaneceram vivos aos 18 meses de tratamento, em comparação com 43% do grupo da quimioterapia. Além disso, o pembrolizumabe reduziu em 37% o risco de morte por qualquer causa.

Atualmente, a maioria dos pacientes com esse tipo de tumor é tratada com quimioterapia, que possui limitações, principalmente pela sua toxicidade. Com o pembrolizumabe, o perfil de tolerabilidade é de favorável a manejável e os eventos adversos mais frequentes são de gravidade baixa. Reações consideradas graves podem ocorrer em ambas as terapias, porém com uma frequência bem menor com o pembrolizumabe. No estudo comparativo, apenas 26,6% dos pacientes tratados com o pembrolizumabe tiveram eventos adversos graves, enquanto com a quimioterapia essa taxa foi duas vezes maior (53,3%)1.

Nesse sentido, paralelamente a essa nova indicação aprovada do pembrolizumabe, a MSD lança o programa PD-POINT, um programa de diagnóstico para todos os pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas a ser utilizado pelos médicos para que eles possam solicitar, de forma gratuita, o teste para determinar a expressão do biomarcador PD-L1 na amostra de tumor do paciente. O ideal é que o teste do PD-L1 seja realizado no momento do diagnóstico, logo após a confirmação do diagnóstico de câncer de pulmão de células não pequenas e/ou junto com a testagem dos outros biomarcadores de pulmão, como EGFR e ALK, ou ainda a qualquer momento antes ou na falha de uma terapia para CPCNP avançado.

O biomarcador PD-L1 é uma proteína que de acordo com seu grau de expressão indica se os pacientes têm mais chance de obter resultados expressivos com o tratamento, por meio das imunoterapias anti PD-1. Identificar os pacientes que apresentam expressão dessa proteína ajuda a personalizar o tratamento do câncer, oferecendo a terapia correta para o paciente certo. Além disso, essa forma de tratar o câncer possibilita que os recursos da saúde, pública e privada, sejam alocados de forma mais sustentável.

Desde o começo de 2017, o pembrolizumabe pode ser usado no Brasil como tratamento do melanoma avançado, o tipo mais letal do câncer de pele, a partir da primeira opção terapêutica. A imunoterapia anti PD-1 da MSD está sendo avaliada para mais de 30 tipos de tumores em 370 estudos clínicos. No Brasil, o medicamento está sendo pesquisado em mais de 17 ensaios clínicos, há cerca de 140 instituições envolvidas e mais de 450 pessoas em tratamento.

Sobre a MSD
Há mais de um século, a MSD, uma das líderes globais do ramo biofarmacêutico, cria invenções para a vida, trazendo ao mercado medicamentos inovadores para combater as doenças mais desafiadoras. MSD é o nome pelo qual é conhecida a Merck & Co. Inc. fora dos Estados Unidos e Canadá e que está sediada em Kenilworth (New Jersey, EUA). Por meio dos nossos medicamentos de prescrição, vacinas, terapias biológicas e produtos de saúde animal, trabalhamos com clientes em mais de 140 países para oferecer soluções de saúde inovadoras. Também demonstramos nosso compromisso de melhorar o acesso aos cuidados de saúde por meio de políticas, programas e parcerias de longo alcance. Hoje em dia, a MSD continua na linha de frente da área de pesquisa para avançar na prevenção e no tratamento de doenças que ameaçam pessoas e comunidades ao redor do mundo – inclusive o câncer, doenças cardiometabólicas, doenças emergentes de animais, Alzheimer e doenças infecciosas como HIV e Ebola. Para mais informações, acesse www.msd.com e nos siga no Twitter.

Sobre a MSD no Brasil
Presente no Brasil desde 1952, a MSD conta com mais de 1,5 mil funcionários no país, nas divisões de saúde humana, saúde animal e pesquisa clínica.

Fonte: Estratégia Ketchum (editado).

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